11/10/2015

Entrevista com Viviane L. Ribeiro, autora do livro Coração Artificial e Senhora de Dois Mundos


Olá, gente! Tive a imensa honra de ser convidada pela própria Viviane para participar do book tour da sua primeira obra, Coração Artificial. A resenha do livro já está publicada e se quiserem ler, esse é o link. 

Sinopse: Gabriel é filho de um importante magnata da indústria de órgãos artificiais, e Alicia é apenas uma estudante inteligente o bastante para ter uma bolsa de estudo na mesma faculdade privada que Gabriel frequenta. O fato é que eles nunca teriam se conhecido se Gabriel não tivesse parado para ajudar Alicia com seus livros e muito menos se aproximado tanto se não a tivesse visto cantar em um bar numa noite. Então acontece um acidente de carro. E estranhamente as pessoas próximas a eles estão tentando mantê-los afastados, e enquanto isso, eles vivem a vida naturalmente, acreditando que o acidente não trouxe nenhuma consequência para suas vidas. Mas a verdade é que estão completamente errados. 
Hoje, é o lançamento na Amazon do mais novo livro da autora: Senhora de Dois Mundos. Quem quiser prestigiar a autora, compre o exemplar AQUIA Viviane topou bater um bate-papo comigo sobre o seu primeiro lançamento, Coração Artificial, publicado pela Editora Multifoco. Fiquem agora com a entrevista:

EMC: Como surgiu a história de Coração Artificial?
Viviane: Foi a partir do filme Inteligência Artificial, por isso o mesmo segundo título (risos). Definitivamente, foi inspirado no filme, apesar de os dois não terem nada em comum. Mas eu comecei foi dele.

EMC: O que surgiu primeiro: os personagens ou a história?
Viviane: A história. Porque a personalidade dos personagens se deu – dão – de acordo com a história, pelo menos funciona assim para mim. Por exemplo, se no livro eu sei que o personagem precisa agir de tal forma, então ele não pode ter uma personalidade que não condiz com ele. É a história que molda os personagens e o que se espera deles.

EMC: Primeiramente, gostaria de dizer que a ideia de trazer uma indústria de órgãos artificias para seu livro foi genial e é um grande diferencial, pois é um assunto pouco usual nos romances/dramas. Como surgiu a ideia de trazer esse assunto (órgãos artificiais) à tona?
Viviane: Do filme Inteligência Artificial (risos). Mas também tem a ideia de transplantes, doações de órgãos e em quanta gente morre esperando por um notícia boa que talvez nunca virá.  

EMC: Você pesquisou sobre órgãos artificiais e seu avanços durante o processo de escrita? Se sim, como foi o processo de pesquisa, quais fontes usou?
Viviane: Sim, pesquisei. Mas não fui muito longe, eu só andei pesquisando pela internet. Comecei de um ponto, aí depois descobri mais coisas, coisas que poderia ter me deixado doida em querer falar sobre tudo o que encontrei, mas aí o livro ficaria pesado. Então preferi deixar só o básico mesmo. 

EMC: Pensou em dar uma continuação diferente para Coração Artificial? Se sim, seria algo MUITO diferente?
Viviane: Ah, a gente pensa. Num momento você se apega aos personagens e fala: “sério que vai ser isso mesmo?”. Mas desde que comecei, eu sabia o que aconteceria no final (assim como todos os livros na fila para escrever), então nunca tive força pra mudar o fim. A ideia original sempre prevalece.

EMC: A possibilidade de fazer uma continuação, usando o irmão da Alícia como protagonista, já passou por sua cabeça? Acho que seria legal, gostaria de vê-lo mais explorado, não que você não tenha desenvolvido o personagem, mas creio que uma história com ele ficaria muito interessante. Aliás, a ideia de uma continuação, usando-o como protagonista, foi a primeira coisa que passou em minha cabeça, após concluir a leitura.
Viviane: Você acredita que você é a quarta pessoa a me falar dele e ainda a sugeri-lo como personagem principal? Aí eu me pego pensando: “mas o que esse cara tem, afinal?” (Risos). Mas continuação, acho que não. Eu não conseguiria entrar na cabeça de um cara como o Vitor, ele é inconstante. E doidão. Mas quem sabe? Nunca diga nunca. 

EMC: Você, em algum momento nesses 3 anos que levou para escrever Coração Artificial, pensou em não publicar a história ou em desistir de concluí-la?
Viviane: Jamais. Como disse, eu nunca me desapego da ideia original, então não desistiria fácil. Coração Artificial é tudo sobre um registro. Nesses três anos, eu fiquei colocando minhas reflexões do dia a dia escondidas em meio àquelas frases. Ninguém as reconheceria a não ser eu.


EMC: Temos Gabriel, um protagonista homem, como narrador da história, isso é bem pouco usual nos romances. Geralmente, temos a visão da protagonista mulher, e é aí que os(as) autores(as), às vezes, se jogam nos floreios, no romantismo exagerado. Por que escolher Gabriel como narrador? A ideia foi de inovar ou você já começou a imaginar a história sendo narrada por ele?
Viviane: Eu queria saber como é a mente de um cara apaixonado. Posso dizer que foram os dois. Eu queria ter esse desafio de escrever sobre a perspectiva de um gênero oposto ao meu e, ao mesmo tempo, por saber o que iria acontecer, a história precisava ser narrada por ele. Ele foi uma casualidade que se mostrou importante.

EMC: Você canta e toca violão e órgão. Gabriel, o protagonista, tem a música como algo bem mais que um hobbie. A música, para você, representa o mesmo ou algo próximo? Essa relação de Gabriel com a música foi, de alguma forma, inspirada em sua relação com a música?
Viviane: Não, Gabriel ama mais do que eu. Se eu gostasse, estaria fazendo isso agora, mas abandonei os estudos, porque amei mais escrever. Mas, definitivamente, foi. Em algum momento amei a música mais do que amo agora. Projetei em Gabriel o que eu deveria ter sido.

EMC: Pretende continuar escrevendo livros nesse segmento (romance/drama) ou pensa em mudar um pouco ou até mesmo radicalmente? Conte-nos um pouco sobre suas futuras obras, trabalhos.
Viviane: Sim! Eu costumo dizer que sou uma contadora de histórias, então eu posso aparecer escrevendo ficção científica, comédia romântica, fantasia. Qualquer coisa. As ideias vêm e, quando decido que elas merecem ser escritas, eu as escrevo. Mas definitivamente é mais fácil escrever fantasia ou comédia do que drama, vem muito mais fácil e rápido. Você tem que colocar toda carga dramática em cima do drama, e as pessoas não estão na mesma sintonia, então isso pode desanimar às vezes. Agora fantasia e comédia, não. Você tem liberdade para escrever. Mas eu prefiro mil vezes ler e escrever um livro de drama. Eles têm mais sentido de existir.

Agora eu vou lançar na Amazon um livro de fantasia – que pelas minhas contas vão ser 3, embora eu não quisesse escrever uma trilogia, mas é que tem muita coisa pra contar (risos). E a avó do meu marido me pediu para escrever uma historinha baseada nela e no avô, e é tão fofo que coloquei na minha lista de livros a escrever. E então eu tenho um outro livro na lista que esse, nossa, vai ser um enorme desafio. E esse, esse vai ser minha grande aposta.

EMC: Gostaria que você falasse a primeira palavra ou frase que lhe vem à mente ao ler:
Indústria de órgãos artificiais... Esperança.
Escrever é... Ajudar pessoas e se ajudarem.
Música... É a arte de manifestar os afetos da nossa alma.
Um sonho... Sentido da vida.
Uma inspiração... Música!
Viviane por Viviane... Acima de tudo, sonhadora.

EMC: Obrigada por conceder essa entrevista e continue nos brindando com ótimas histórias. Todo o sucesso do mundo!
Viviane: Eu que agradeço, Karina! Responder sua entrevista foi muito divertido. Não adianta, escritores sempre vão gostar de falar sobre suas obras. Obrigada pela oportunidade! E obrigada pelo blog que fez para mim. Acho que nunca vou parar de agradecer.


Blog que fiz para a Viviane 

*Lá no site da autora, há um link para baixar Coração Artificial de graça. 

VIVIANE L. RIBEIRO é de Belo Horizonte (MG). Ama seus animais, seu marido e sua família. Mas acha que ama ainda mais livros, porque sempre os deixa para ler e escrever. Faz faculdade de Letras e forma no final desse ano. É colecionadora de trilha sonora de filmes favoritos e apaixonada por astronomia, apesar de não entender nada do que os astrônomos falam e não conseguir localizar uma constelação. Além dos livros, sua outra paixão é música, toca violão e orgão, mas definitivamente ama mais o primeiro.
Email: b4.viviane@gmail.com

Novo livro da autora
Sinopse: Navon é um reino passivo que se acostumou a viver em paz. Agora ele está sendo ameaçado pelo mais terrível rei e seu exército que já existiu, e seus soldados não são experientes e brutais o bastante. Estão recrutando jovens que estão com medo, soldados que não são soldados, e sabem que vão morrer.  A única pessoa indo prontamente para a guerra é Mabel, e ela é uma garota. Ela se alista no exército do rei pensando estar contribuindo em alguma coisa, e que encontra em seu caminho um jovem príncipe, um bando de caçadores de recompensa, alguns fora da lei e um improvável exército em ascensão. 

2 comentários:

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